A economia dentro do “modelo” do período colonial: O início do processo de colonização de cada um dos municípios brasileiros apresenta características bem semelhantes. Vimos a presença dos portugueses que usavam a violência para expulsar os índios, quando este se rebelavam para não perderem suas terras nem serem escravizados.

Outros aspectos comuns é a exploração predatória da primeira riqueza identificada como o pau-brasil.
A formação dos primeiros núcleos habitacionais às margens dos rios, e o desenvolvimento da cultura canavieira, também são características do período colonial, aspectos que sempre visaram ao mesmo fim: começar a produção para atender aos interesses da Metrópole.

Canavieiras não fugiu à regra e este foi o seu contexto econômico inicial.
A historia do cacau: O ciclo de desenvolvimento econômico de Canavieiras, como de quase todo o sul da Bahia, corresponde ao próprio desenvolvimento do cacau.

Embora não existam registros comprobatórios, contam que as primeiras plantações ocorreram ainda no século XVIII.
Segundo o jesuíta Joaquim da Silva Tavares, as sementes utilizadas para estas plantações foram trazidas da Província do Pará pelo colono francês Luís Frederico Warneaux, que as deu a Antonio Dias Ribeiro. As sementes foram plantadas às margens do rio Pardo na fazenda chamada Cubículo, próximo à sede do município de Canavieiras, em 1746.
De Canavieiras, o cacau foi levado para Ilhéus por volta de 1752. E em 1780 a lavoura do cacau começou a atrair as atenções de autoridades e de agricultores. Entretanto, o grande salto só foi acontecer entre 1860 e 1890, havendo iniciado inclusive o processo de exportação. Nessa época, a produção de cacau na Bahia já representava 9% da produção mundial e em termos de exportação, correspondia a 20% das exportações do Estado.
Todavia nos últimos anos, o cacau vem apresentando características de grande instabilidade em razão dos métodos empregados e da falta de projetos de organização e controle de produção, situação ainda mais a gravada pelo desenvolvimento de pragas, inclusive a “vassoura-de-bruxa”, cuja presença foi constatada pela primeira vez em maio de 1988, na região cacaueira da Bahia.

 

As bases econômicas:

Cana-de-açúcar: A cana-de-açúcar foi a primeira base econômica de Canavieiras. Contudo, o seu desenvolvimento foi incipiente e de curta duração.
Cacau: Foi realmente a primeira economia de sustentação do município, mas cujo declínio se acentua, assim como em toda a região, nos últimos dez anos no que é considerado a pior crise de todos os tempos. Produção atual: 290 mil arrobas anuais.
Coco: A cultura de coco em Canavieiras aparece primeiro no Poxim, no inicio da colonização da região e daí se estende para toda costa. Produção atual 23 mil centos anuais.


A Piaçava: é planta nativa nos campos. Contudo, sua extração como medida econômica somente se identificou a partir do final do século passado. Produção atual: 130 mil arrobas anuais.
Pescado: A pesca em Canavieiras vem sendo praticada de forma artesanal desde que os primeiros povoadores aqui chegaram. Mas nos últimos tempos vem sendo desenvolvida de forma organizada, cujos produtos são vendidos para outros municípios: peixes, camarões, caranguejos, pitus e lagostas.
Pecuária: Vem desde o inicio do século passado. Atualmente, com o declínio do cacau, muitos agricultores optaram pela pecuária de corte e de leite. Hoje, o município tem um rebanho de aproximadamente mais de 45 mil cabeças.
Outras culturas: Laranja, abacaxi, mandioca, milho, banana e café (emergente).
Turismo: Nos últimos anos, Canavieiras tem descoberto sua vocação turística, o que favorece a diversos serviços: restaurantes, pousadas, barracas, bares etc.